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sábado, 23 de fevereiro de 2013












sob a sombra
desse sábado
escasso
e lento

entre dádivas
dedos de
pó e cimento

com parco carinho
texto a dentro
me desinvento














cultivo
o inútil

controversa
como quem
perdeu
muito

se
relapsa
atento
a algo

volto
contrita
e divago

doando-me
ao tempo

para dentro
do próximo
trago

domingo, 6 de janeiro de 2013

estranho
tanto
êxito

enquanto

teço
um texto
de meus
desconcertos

ñ sei bem
ao certo
de que

frequentemente

adoeço

sábado, 5 de janeiro de 2013

acordo
descordando

como quem
cede o dia

ao sono

carrega o peso
e o desespero

dos erros

que ñ cometeu
hoje
eu só
quero
encontrar
um jeito
p´ra q

o coração

cesse

dentro
do peito

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ágil

miro
atiro

afiada

a última

frágil
fina

faca

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

falta

de estreitos
à extratos

paredes e
aparências

amenas

a velha veia
de tanto pulso
e porrada

repulsa

essa falta
relapsa

q imóvel
ñ poupa
me apaga
e ñ passa

ñ passa
ñ passa

cansei
passo
a vez

a fim
de um
recomeço

mais fácil

finco
feito carne
o mundo
nu teu corpo

e asso