segunda-feira, 31 de outubro de 2011

e agora?

e agora?
esse espaço de pedra instante de agouro que pena esse ar esguela a dentro que argola ao redor do pescoço esse túnel onde tudo se esgarça estrupeia e vigora...
embore-se abaixo à boca do estômago esse malestar mago impecílio ganido...
e agora?
joga pra fora esse enjoo empedrido...
 ...e esquece...

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domingo, 23 de outubro de 2011

ao momento ñ poético do poeta


"Nada faz sentido esta noite. Pareço um intervalo a espera do canto.
E isto não tem nada de poético." 
S. Busato - via face

rabisco espaços
neste teu silêncio
encaracolado

invento rotas
no teu olhar
inquieto certeiro

nesta solidão
tua de si
risco-te traços

entrevendo-te
onde coisas
ñ te cabem

onde a noite
engasga-te
escancara além
de toda tua pele
...tão pétala...

onde, para ti,
ñ há
repouso e o ar
faz-te estranhezas

intervalando-te

sem cantos
cem expectativas
neste teu ser
ângulo
infinito só

preservo-te

a memória:
pele, voo, mergulho:
uma alegria
por dentro vermelha
no tempo,

uma alegria
que ñ sabe ser
sem teus naufrágios
vestidos,

uma alegria fiel
que és
à vida inteira

q
noturna
te teceu
tb
este momento.