quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

preciso
d palavras
novas

em caldas
quedas
quilométricas

palavra palco
p/ pisar
c/ risco

de fratura

preciso uma
palavra remédio

p/ por fim
à minha
mais enferma

cura

caminho entre
Campos
colho Pignas

perfumo dedos

enquanto traio
e tinto

pensamentos
flerto com a faca
que me fere

falo
que sem cera
se insere

áspero
sem pena
pasmo
pleno

de pele


assim
tão assimétrico
relapso

sem método

me mete
dentro
incerto
do teu

auto reflexo

o meu
umb/ambíguo


verso

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

em manutenção

frequentemente visito lugares inexistentes. estou o instante exato de descrevê-los. ela se preocupa demais com a forma. ela se preocupa da aparência das coisas, dos corpos, da incongruência do espaço que ocupa. move olhos sem girar a cabeça para não agitar coisas que se desfragmentam. ela se preocupa, nunca tem tempo, anda, como eu, nestes lugares. os seus são outros. com lagos largamente tranquilos e sujos. ela vive da superfície deslocada e morena. está sempre certa. eu deixei que seu lugar me encontrasse, abri portão, porta e fundos. à margem, rasa, rodapé, implícita e desimportante como o espaço a mais antes da vírgula que entrou no texto num triz excesso de estilo e sem capricho. pareceu-nos mais útil partir para recomeços outros.

domingo, 9 de dezembro de 2012

sábado, 8 de dezembro de 2012

resposta


algumas pessoas
disparam a esmo
seus ódios

com ou sem alvos

mas eu
que quase imóvel
ñ me esquivo

por mera vingança
ou capricho

sobrevivo

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

domingo, 2 de dezembro de 2012

décioentemente

danço com dados
organicamente
desorganizados

dano---me
em meio
a neurados
raios

rara essa
terra se
encerra

danço com dados
smarters
eletrizados


grama a grama
ideia textil
ideograma


e aro
exploro
e solo
ñ calo