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sábado, 14 de janeiro de 2012

depois de tudo
gritos e grilos
ao grau
mais grave
regrido

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

de saudade

pensando
aqui
sobre o mais sensato
...
medindo
pesando
...
o mais certo
o mais rápido
um segundo propício
exato
e eu...
te rapto!
tão sentido 
tão miudo 
tanto tão 
bem lá por dentro
partido

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

o silêncio 
mais necessário
ao cansaço absurdo de teu nome
cedo e calo

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

veste

o frágil
fino fio
de vida
com que
te
envolvo

sou eu

texto
que me
teço
veste

de tua
essencial
nudez...
e esqueço.

domingo, 6 de novembro de 2011

beira

à beira do copo dágua

o berro do corpo abismo

um teu sorriso passado
silêncio ante teu passo
a boca que te intercalo

o espaço q nos intervala

à beira do copo dágua
a sede soluça
-te.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

finandos

extrair da relação o relativo
afogar angústia sob focos
de luz

revelar a mesquinhez
das meias entregas, dos meios
resquícios

oferecer espelhos aos espectros
destalhar rudezas nas sensações
esqueléticas

destilar a debilidade das auto:
complacências, incompetências
compreensões

acolher as covardias, as alardias
os palavrões, as excessões
os co-excessos

cumpliciar-se e fazer de conta
que o que conta será contado
ao momento exato e necessário

esquecer.
mentir-se pra acalmar e fingir
que doer junto é doer justo.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

e agora II?

não foi nada,
essa dor é só jeito q a vida
se dá por inteiro
não é nada
esse nulo é o todo despejo na pele
palavra que emperra completo complexo
esse pó na faringe poema
não esquenta e esquece de novo
agora...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

e agora?

e agora?
esse espaço de pedra instante de agouro que pena esse ar esguela a dentro que argola ao redor do pescoço esse túnel onde tudo se esgarça estrupeia e vigora...
embore-se abaixo à boca do estômago esse malestar mago impecílio ganido...
e agora?
joga pra fora esse enjoo empedrido...
 ...e esquece...

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domingo, 23 de outubro de 2011

ao momento ñ poético do poeta


"Nada faz sentido esta noite. Pareço um intervalo a espera do canto.
E isto não tem nada de poético." 
S. Busato - via face

rabisco espaços
neste teu silêncio
encaracolado

invento rotas
no teu olhar
inquieto certeiro

nesta solidão
tua de si
risco-te traços

entrevendo-te
onde coisas
ñ te cabem

onde a noite
engasga-te
escancara além
de toda tua pele
...tão pétala...

onde, para ti,
ñ há
repouso e o ar
faz-te estranhezas

intervalando-te

sem cantos
cem expectativas
neste teu ser
ângulo
infinito só

preservo-te

a memória:
pele, voo, mergulho:
uma alegria
por dentro vermelha
no tempo,

uma alegria
que ñ sabe ser
sem teus naufrágios
vestidos,

uma alegria fiel
que és
à vida inteira

q
noturna
te teceu
tb
este momento.